3. Todos os graus contam! E nós contamo-los

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Monitorização da temperatura superficial com termómetro de infravermelhos.

Três propósitos da Estratégia Nacional de Educação Ambiental (ENEA 2020) aos quais esta actividade pretende dar o seu contributo:
1. Dinamização de práticas mais centradas nas especificidades dos territórios;
2. Fomentar parcerias entre as escolas, o poder local, as Organizações Não Governamentais de Ambiente (ONGA) e outras entidades de âmbito local e regional;
3. Promover o conhecimento rigoroso dos problemas e das possíveis soluções, assente na capacitação eparticipação dos cidadãos.

Impactos esperados: melhorar a compreensão sobre as medidas que permitem o aumento do conforto térmico nos edifícios.

O QUE É ISTO?

Monitorizar a temperatura em diferentes situações – sol e sombra, interior e exterior, em função da orientação solar, etc. – e compreender a importância de certos comportamentos e medidas que permitem o aumento do conforto térmico nos edifícios.

PORQUÊ?

São já sentidos os efeitos das alterações climáticas com ondas de calor mais longas e mais intensas. Nas noites de verão, por exemplo, é frequente que as temperaturas não baixem como esperado, o que não permite que os edifícios arrefeçam.
Importa perceber a importância de pequenos gestos, tais como abrir ou não abrir uma janela; avaliar a importância das sombras ou de outras superfícies artificiais de ensombramento

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MÃOS À OBRA?

1. Instalar um termómetro na sala de aula, com um sensor sem fios no exterior do edifício (junto à janela e preferencialmente à sombra);
2. Fazer um registo das medições, dentro e fora da sala;
3. Com base nos registos efectuados, experimentar a abrir ou fechar as janelas da sala, por forma a gerir o conforto térmico do espaço;
4. Usar um termómetro de infravermelhos para fazer medições à janela, registando também as alterações de temperatura que se verificam com o fechamento de persianas/estores/portadas/cortinas; realizar também medições na parede interna da sala e na parede externa do edifício (em zonas de sombra e de sol sujeitas a
diferentes orientações solares;
5. Analisar os dados criticamente: que diferenças ocorrem? há um padrão? onde estão as maiores diferenças?
6. Convocar um técnico ambiental do município e/ou da ARS para ajudar a analisar e discutir os resultados;
7. Se se justificar, ponderar em medidas mitigadoras e promotoras de melhor conforto térmico: será possível criar painéis de ensombramento? Será viável montar uma rede de nebulizadores na cobertura do edifício? Consegue-se conduzir as copas das árvores, através da poda, por forma a aumentar a superfície de ensombramento? há
possibilidade do edifício a respirar de forma passiva, criando circulações de ar internas?

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Parede com ensombramento. Com aproveitamento das águas pluviais (monitorizar água recolhida!) e sistema de rega (monitorização da água consumida). 

COMPLEXIDADE: reduzida a elevada

CUSTO : médio a elevado (10€ a 50€)

ENVOLVIMENTO DA COMUNIDADE : médio

DURAÇÃO: 1 dia – 1 semana

PARA SABER MAIS:
Estratégias Municipais de Adaptação às Alterações Climáticas  | Guia Casa Eficiente | Palavras chave a colocar no motor de busca: “arrefecimento passivo de edifícios”.

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