5. Vamos construir um instestino

compostor

Três propósitos da Estratégia Nacional de Educação Ambiental (ENEA 2020) aos quais esta actividade pretende dar o seu contributo:
1. Promoção das economias circulares;
2. Educar para a sustentabilidade;
3. Conservar o recurso-solo.

O que é isto?

Junto dos membros da comunidade escolar, promover a compostagem na escola e em casa.

Mãos à obra!

1. É necessário arranjar contentores próprios para depositar os resíduos orgânicos produzidos no refeitório da escola. Também é preciso passar alguns conhecimentos desta matéria aos funcionários da cozinha – nem todos os resíduos da cozinha podem ser compostados (peixe ou carne, por exemplo, não podem!);
2. A AMCAL ou a RESILALENTEJO acolherão com entusiasmo propostas das escolas que queiram fazer compostagem;
3. Esses resíduos orgânicos podem ser compostados na escola ou, em alternativa, noutro local da freguesia ou do concelho. Os espaços verdes do concelho, ou os pequenos  agricultores, vão agradecer;

4. A compostagem também é passível de se fazer em casa. Nas regiões rurais como é a nossa, esse processo está ainda mais facilitado, dado que muitos de nós temos em nossas casas pequenos pátios onde podemos fazer o nosso “intestino”, ou melhor, o nosso compostor! Sim, um compostor, simplificando muito, funciona como um intestino – uma fauna rica e numerosa de fungos e de pequenos animais, que transforma, em meio
húmido e com alguma temperatura, resíduos complexos em compostos mais simples, nutrientes prontos a ser utilizados pelas plantas.

Impactos esperados:  Diminuição dos resíduos enviados para aterro por via da compostagem dos resíduos orgânicos.

compostor2.JPG

Porquê?

Cerca de 40% dos resíduos domésticos produzidos em Portugal correspondem a resíduos orgânicos. Para evitar que grandes quantidades de lixo sejam depositadas em aterro os resíduos urbanos são separados por máquinas extrema- mente sofisticadas. Na nossa região essas má- quinas estão localizadas em Évora (GESAMB) e Beja (RESIALENTEJO). São autênticas fábricas. Designam-se tecnicamente por TMB (Tratamento Mecânico e Biológico). Todos os resíduos não separados por nós passam por essas unidades.
Para fazer parte do trabalho que não pudemos ou não quisemos fazer.
Deste modo, os resíduos produzidos na nossa região vão todos a Évora ou Beja para serem parcialmente separados. Parte dos resíduos que não se conseguem separar com origem nos concelhos de Cuba, Alvito, Portel, Viana do Alentejo e Vidigueira regressam para o aterro de Vila Rui- va (Cuba). Os resíduos que compostarmos na origem dei- xam de fazer essas viagens. E isso é bom para todos!
Por outro lado, os resíduos orgânicos, proces- sados em casa ou na escola, dão origem ao
composto, matéria orgânica (nutrientes) que os nossos solos no Alentejo tanto precisam. E isso também é bom!

PARA SABER MAIS: São tantas as informações e modelos que existem de compostores. Pesquisar num motor de busca a palavra chave “compostagem”.

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