Debate sobre ambiente. Autárquicas 2009, Évora.

debate

A foto é de Outubro de 2009. Foi tirada no Auditório da Direcção Geral de Educação durante um Debate entre os cinco candidatos à Câmara Municipal de Évora.
Vivo há 30 anos em Évora e não me recordo que houvesse um debate com estas características nestes anos. Se houve, devem -se contar pelos dedos. E gostava de saber quando e em que moldes.
O tema deste em 2009 foi restrito ao Ambiente porque eu na altura trabalhava no CEAI, uma associação ligada ao tema. Sugeri a iniciativa na Associação e tive um prazer maior em organizar o debate com a ajuda dos meus colegas de então.
Convidámos o jornalista Carlos Pinto Coelho, já falecido , para moderar o debate. Impôs-nos uma condição mais do que justa: cobrava. O montante devia por nós ser sugerido que ele aceitava fazer por qualquer preço. Contudo o trabalho dele tinha que ser remunerado. Disse ainda que o montante teria como destino uma Associação que ele prezava e que tinha sede onde tinha um monte: a Suão, de S. Miguel de Machede. Sugerimos 25€ e ele aceitou. Falámos com as 5 candidaturas que aceitaram de imediato e sem condições.
Para encontrar a sala foi um pouco mais complicado e com uma historinha cómica pelo meio que não conto agora.
A rádio, Diana creio, associou-se e transmitiu o Debate.
Não me recordo (não é um pormenor) se o público que assistia podia colocar questões ou não.
A coisa fez-se. O auditório teve composto. Todos cumpriram (cumprimos) o nosso dever de debater para construirmos em conjunto uma cidade melhor para todos.
Convidámos para jantar o jornalista e pagámos. Ao todo o debate custou-nos 50€ (jantar+honorários). Uns dias depois transferimos para a Suão os 25€ com conhecimento do Carlos Pinto Coelho. Cumprimos a nossa parte. Pagámos tudo dos nossos bolsos. Deu uns 10-15 € a cada um.
Já noite dentro, a caminho de bicicleta e todo contente, um tipo pendurado num poste afixava cartazes da CDU. Perguntou-me onde podia beber água. Estivemos à conversa mais de 2 horas. Um tipo extraordinário. O dia não podia ter terminado melhor.